Fotografia da serie Última Morada, um dos trabalhos comentados na oficina Fotografia de Busca

Vou ministrar minha oficina Fotografia de Busca no II Foto em Pauta Tiradentes.

O festival acontece entre 14 e 18 de março de 2012.

Esta será a quarta vez que farei esta oficina. As outras foram no Sesc Belenzinho, em SP, no Setembro Fotográfico, em João Pessoa – PB, e no Festival Hercules Florence, em Campinas, todas em 2011.

A oficina acontece da seguinte maneira:
Divido-a em três partes:
Começo falando do meu trabalho e mostrando cada uma de minhas séries. Falo de minhas motivações para realizá-las,
de como cheguei a estes resultados, e como resolvi as montagens das que já foram expostas.
Durante esta fala os participantes são convidados a intervir, perguntar o que tiverem vontade e tecerem comentários.
A segunda parte é uma visita a trabalhos que me interessam, que me influenciam e que de alguma forma tem a ver com meus trabalhos.
Projeção de fotografias de autores importantes da fotografia expressiva, como Larry Clark, Miguel Rio Branco, Joel Meyerowitz, Robert Frank, Joseph Koudelka, com comentários e intervenções dos participantes…
A terceira parte é aberta para os participantes mostrarem seus trabalhos, falarem sobre, e ouviram cmentários meus, sempre com uma visão crítica construtiva, e dos outros participantes.
A segunda e a terceira acabam se misturando. Mostro um trabalho, chamo os participantes a mostrar, depois mostro outro, e assim vai.
O ritmo depende bastante do volume de trabalho que os participantes trazem.
Me interessa conduzir a atividade da forma mais livre e solta possível.

As inscrições estão abertas, e mais informações podem ser encontradas no link dedicado no site do festival:

http://www.fotoempauta.com.br/festival2012/fotografia-de-busca-pedro-david/

Adianto alguns detalhes:

Data/Horário: 16/03 (sexta-feira) – 10/13h e 14/18h
17/03 (Sábado) – 10/13h e 14/18h

Carga horária:  16 horas

Pré-requisitos: Interesse na produção de fotografia como obra de arte.

Número de vagas: 20

Investimento: R$ 400,00

 

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Depois de dois anos de atraso, sai a exposição com a conclusão das bolsas concedidas pelo 47 Salão de Artes Plásticas de Pernambuco.

Recebi uma bolsa de residência artística no sertão de Pernambuco em 2008 através do Salão, e então desenvolvi as séries Homem Pedra e Impureza.

Nesta terça feira, dia 29 de novembro, no Museu do Estado de Pernambuco, abre a exposição com os resultados de parte dos bolsistas do Salão, os que foram orientados por Luiz Camillo Osório (meu caso), e Luisa Duarte no dia 7 de dezembro, no Mamam, abre outra exposição, com os orientados por Maria do Carmo Nino e Ricardo Basbaum.

Preparei para esta exposição uma nova edição do Homem Pedra, de apenas 5 fotografias, uma delas inédita, a Fonte. Além das 5, outras 4 da série Impureza, que ainda não foi mostrada.

A vídeo instalação Birutas ganhou nova montagem, com uma mesa redonda, e pedras  espalhadas sobre o tampo.

Abre hoje no Mis – SP a exposição O Espaço que Guardamos em Nós.

São duas individuais, um recorte de minha série Aluga-se, de 2008, e o resultado do projeto Morar, do coletivo Garapa.

A exposição é realizada pela Galeria Da Rua, e tem curadoria de Isabel Amado.

Isabel teve a ideia de aproximar os dois trabalhos, que são visões distintas sobre a questão da moradia hoje.

Georgia Quintas esceveu belos textos para cada um dos trabalhos, copio no final do post,  o texto que fez para Aluga-se, e abaixo, o que fez para a exposição:

O espaço que guardamos em nós

Ocupar espaços é inexoravelmente transitar por um tempo que será o futuro da nossa memória. Difícil desprender-se de histórias e lugares. Narramos de distintas maneiras as nossas passagens por espaços que habitamos. Somos recorrentemente envolvidos pela sensação de pertencer a algum território, a um lugar que nos acolhe (ou seria que acolhemos?). A casa, a moradia e o habitar passam a ser experiências revestidas de sensações. Vivemos em lugares nos quais vamos acoplando partes de nós. Por isso, talvez, termos a desconfiança de que os lugares possuem alma.

Na experiência de morar, os cantos são braços, a sala epígrafe de afetos, os quartos gavetas repletas de devaneios. Há poesia nos cantos, há poesia nas lembranças que construímos ao viver neles. Fazemos do ato de habitar a criação de paisagens íntimas e afetivas. No fundo, os espaços e as pessoas compõem um só corpo e muitos significados. Uma espécie de transbordamento de sentidos e recordações.

Em O espaço que guardamos em nós, estas questões são trazidas à tona. Afinal, passamos a habitar imagens através da fluidez da memória, do arquivamento do tempo que retém algumas realidades e umas tantas ficções. Nesse gesto de apreender quem fomos e somos, guardamos fragmentos turvos, alegorias do passado e sensações firmes do agora. Através da fotografia, os lugares se tornam possibilidade subjetiva e documento compartilhado.

Em Aluga-se, a poética sutil e luminosa do fotógrafo Pedro David, apresenta apartamentos desabitados, vazios, na iminência que alguém restaure o seu sentido. Embora sem elementos referenciais, sem as singularidades de um “inquilino”, é nessa ausência, no silêncio, que projetamos nossas memórias e fantasias. Já em Morar, do Coletivo Garapa, a investigação imagética é volumosa, híbrida em sua linguagem e antropológica em torno de questões sobre a existência e o desaparecimento de edifícios na paisagem urbana. Por consequência, do fluxo da memória de centenas de famílias que viviam naqueles mundos. Morar nos coloca diante da problemática e das fragilidades da moradia urbana. Um exercício de catalogação de desterro pungente.

Temos portanto, nesta exposição, dois modos de contemplar territórios privados com a mesma intensidade que nos apegamos a um lugar que desejamos sempre voltar. A fotografia é irredutível quando nos amplia olhares e sentimentos, mas é ainda mais indefectível quando faz da nossa imaginação a porta para a compreensão de nós mesmos com nossos espaços. Como diria o filósofo Gaston Bachelard (1884-1962), “as casas para sempre perdidas vivem em nós! Em nós elas insistem para reviver, como se esperassem de nós um suplemento de ser”. 

Georgia Quintas


Catálogo do Salão de Abril, Fortaleza - 2009

A série Aluga-se já foi exposta no Salão Victor Meirelles, em Florianópolis, em 2008, no Salão de Abril, em Fortaleza, em 2009, na coletiva Crônicas Urbanas, promovida pelo Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, no Museu da UFPA, em Belém, em 2011.

Instalação de Aluga-se no Museu da UFPA - Belém - 2011

Para O Espaço que Guardamos em Nós, Isabel propôs um recorte na série, de 7 das 14 fotografias. O site da Galeria da Rua mostra as 7 participantes da exposição, o meu site mostra as 14 integrantes da série.

Manchas no espírito

A fotografia nos coloca em seu justo simbolismo quando desvela a potencialidade da estética em sinergia com a poética. Paradoxalmente, sejam espaços vazios, inanimados, anônimos, destituídos de significado imediato, nossa imaginação se apega aos vestígios de nossa memória.

Em Aluga-se, o fotógrafo mineiro Pedro David, extraiu da simplicidade plástica, o enlevo dos sonhos, do prazer de olhar e de se perder por recantos oblíquos da memória. A suavidade da beleza cromática desses apartamentos protagoniza – mais do que um discurso – um fenômeno. Aluga-se emana certa fruição pelo visível que provoca a percepção atingindo a sensibilidade, o encanto, a contemplação e os sentidos.

Ele entrou nos apartamentos como um errante. Em cada espaço, vagou ao encontro de “manchas luminosas”. Teria que escolher um lar para morar. No vazio, seu olhar colou nas paredes, nos cantos. Sentiu atmosferas pela luminosidade. E na ausência de referências típicas de um lar, fez das cores o vislumbramento de lugares que imaginamos para viver.

Por átimos, desconfiamos das luminosidades capturadas por Pedro David, como sendo particulares, confessionais, lembranças de lugares nos quais moramos outrora e que fazem parte da nossa história. Como num sonho turvo, poderíamos divagar… Talvez, sejamos um extrato de imagens que trazemos em nós. Aluga-se lança-nos à uma possível reserva de sensações, a percursos espectrais pelo nosso espírito.

Georgia Quintas

Vista parcial da exposição no MiS - SP

Chegada do Homem Pedra (enrolado) ao Centro Cultural São Francisco

Fui convidado pelo amigo fotógrafo, e agora curador, Gustavo Moura, a participar do primeiro festival Setembro Fotográfico, em João Pessoa, Paraíba.

Ofereci a exposição Homem Pedra, que, até então não havia sido mostrada no nordeste, sua terra natal.

Além da exposição, ministrei a segunda versão da oficina Fotografia de Busca.

Gustavo separou para mim um espaço privilegiado: uma grande sala ao lado da sacristia da Igreja de São Francisco de Assis, uma das primeiras igrejas a serem construídas no país (1589), que hoje é um centro cultural que abriga, além da igreja, uma coleção de arte popular muito rica, cheia de peças do Vale do Jequitinhonha, entre muitas outras.

Não levei o material para a instalação que acompanha a exposição: projetor (o meu pifou), mesa de madeira, Pedra, e escultura humanóide.

Mas, por passes de mágica, encontramos tudo por lá…

Panorâmica (360º) da exposição

A exposição fica em cartaz de 24 de setembro a 20 de outubro.

 

 

 

 

 

 

 

Capela do Ex Teresa Arte Actual

04 a 18 de setembro de 2011

Foto Septiembre – Centro de la Imagen

 

VIsta da entrada da capela

As duas telas e um dos nichos, com uma foto de satélite da área inundada

 

Panorâmica da exposição

 

Vista posterior da capela

Chegamos hoje ao México para montar uma instalação com o projeto Paisagem Submersa no Ex-Teresa Arte Actual.

Um centro de arte contemporânea que funciona em um antigo convento, no centro da cidade do México.

O espaço que nos foi destinado é a capela. um espaço enorme, com uma cúpula a cerca de 15 metros de altura.

Um desafio, que será enfrentado com duas projeções em tecido e uma T.V.

A exposição faz parte do Foto Septiembre, festival bienal de fotografia promovido pelo Centro de La Imagen, que este ano tem o Brasil como convidado.

A abertura será dia 2 de setembro, e depois veremos portfolios de 21 alunos do Centro, e faremos uma palestra sobre o processo de criação do livro, no dia 11.

Tudo cercado com muita pimenta, tacos, tortillas, y cervezas!

 

Abre hoje a exposição Paisagem Submersa na galeria Arlindo Daibert, no centro cultural Bernando Mascarenhas, e Juiz de Fora – MG.

Composta por 21 fotografias impressas em papel de fibra, um vídeo editado a partir de projeções que realizamos durante a distribuição de livros no Vale do Jequitinhonha e o próprio livro. As fotografias foram impressas na Holanda para a exposição na Noorderlicht Gallery, em 2009.

A exposição é parte do Festival Foto 11, promovido pela Prefeitura de Juiz de Fora, e vai até dia 11 de setembro.

A programação do evento pode ser vista no site da prefeitura

Faremos também uma palestra sobre o trabalho, na videoteca do centro, no sábado, dia 13 de agosto, às 16 horas.

Abaixo, texto da curadora Nina Mello sobre o projeto Paisagem Submersa:

“Em sua sabedoria tímida, a mineira Adélia Prado registrou no poema Exausto: “Quero o que antes da vida foi o sono profundo das espécies, a graça de um estado. Semente. Muito mais que raízes.”. Amparados pela poesia das imagens, João Castilho, Pedro David e Pedro Motta, ultrapassam as raízes para encontrar essa Paisagem Submersa. Contando uma história e investigando uma realidade, esses fotógrafos recorrem à narrativa imagética para alcançar algumas sementes de nossas Minas Gerais.

Na preservação de sentimentos extremamente frágeis, as imagens constroem tramas que conjugam perdas, mudanças, recomeço, lágrimas e susto, frutos da desconstrução de comunidades do vale do Jequitinhonha, no norte do estado, inundadas para a formação do lago da Usina Hidrelétrica de Irapé. O norte de Minas é percebido em sua essência por esses olhares, que tão bem souberam render-se a uma linguagem emocional.

Temos, então, uma rara oportunidade de contemplar nosso imaginário coletivo, através de cenas que resgatam um estado marcado pelo seu chão de terra batida e pelos seus trabalhadores de mãos calejadas. Soma-se, agora, Juiz de Fora, na vasta trajetória dessa mostra, que já percorreu grandes capitais brasileiras e cidades no exterior. Sendo assim, a cidade tem o prazer de conhecer um pouco das novas sementes: a fotografia contemporânea e a contemporaneidade desses fotógrafos.”

Nina Mello


 

Abre nesta quinta feira a exposição Homem Pedra, na galeria da Cemig.

Esta mesma exposição esteve, em fevereiro deste ano, no Festival Foto em Pauta Tiradentes, e uma versão reduzida (cópias pequenas) foi exposta na galeria La Latina, em Paris, em maio, pelo prêmio União Latina Martín Chambi, que o trabalho recebeu em 2010.

Em setembro vai ser exposta em Biarritz, França, em comemoração aos 10 anos do prêmio.

Para a Cemig está sendo impresso um catálogo, com texto de Georgia Quintas e projeto gráfico de Fred Paulino, tá ficando bonito!

Quem comparecer à galeria Cemig na quinta feira, dia 14 de julho, entre 20 e 22 h, leva um exemplar para casa!

Madrugada na gráfica, acompanhando tudo de perto.

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