Roberto, José Wellington e João Felipe, moradores do sítio Vassouras

Roberto, José Wellington e João Felipe, moradores do sítio Vassouras

Conheci durante um jogo de sinuca, à noite, um artesão chamado Anjinho. Ele tentava vender umas vassouras para o dono do bar. Combinei com ele de ir visitá-lo em sua casa no dia seguinte, no sítio Cacimba Nova.

Cheguei lá e encontrei apenas sua mulher, que da janela me perguntou: “O sr. é polícia?” Diante da negativa, emendou: ” Porque quando ele some assim, sempre acho que vai arrumar alguma confusão na rua”. Ela não estava muito satisfeita com a conduta do marido. Me despedi e segui a estrada.

Logo tive uma indicação de que mais alguns kilômetros à frente, sairia “na pista”, a BR 232.

Parei em um lugar que me interessou, uma escola nova, atrás de uma cerca de pau trançado, e uma cacimba largada no meio de uns escombros, com um jeque pastando ao redor.

Sítio Vassouras.
Logo apareceu, no infinito da estrada, uma turminha de desinibidos, dois em uma uma bicicleta, outro em um jegue.
Conversamos, respondi as perguntas de sempre, e eles logo se puseram a fuçar meu carro, examinaram tudo, sempre perguntando.
De repente o mais velho, José Wellington, de 12 anos, saiu em disparada, dizendo voltar logo.
Voltou. Em suas mãos, uma pequena muda de roseira que acabara de arrancar do jardim de sua casa.
Um presente para mim.

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