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Conheci um vaqueiro chamado Chico Manu, ele me abordou no posto de gasolina de Serrita, e  me convidou para ver uma “pega de boi”, que seria realizada numa comunidade chamada Mameluco, nas proximidades de Cedro, estrada para Jardim – Ceará.
Ele também me perguntou se eu já havia andado “pelos Bezerros” a comunidade onde ele mora.
A “pega” seria dois dias depois, domingo.
Fui para Salgueiro comprar uma nova placa para o carro, e tomar uma multinha na BR 116, por andar sem placa.

No sábado, após percorrer a feira de Salgueiro, voltei. Peguei a estrada de terra para passar pelo sítio Bezerro, conhecer o Cedro, e ver a festa.

A “pega de Boi” é uma simulação do clímax do trabalho do vaqueiro, que é quando alguma rês escapa do grupo, e foge pela caatinga.
Em um curral montado de frente para a mata espremem-se uma quantidade de bois, que são soltos de um em um.
Para cada pegar um pedaço de couro pendurado no pescoço de cada rês, uma dupla de vaqueiros montados, previamente inscritos, sai em disparada pela caatinga, se rasgando na jurema, para voltar no menor tempo possível. Muitos não conseguem trazer o tal pedaço de couro de volta, e quase todos voltam com a cara cheia de arranhões, e sangue, que eles fazem questão de deixar secar. Ao final do dia, cada um tem sua própria pintura facial, feita pela caatinga.

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