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Sempre que chego a uma região desconhecida fico sem saber como (re) começar o trabalho.

Desdobro o mapa para procurar algum distrito cujo nome me chame à atenção.

Como cheguei agora ao sertão do Pajeú, meus olhos pararam num distrito, chamado Pajeú, localizado à margem do rio que dá nome à região, a cerca de 30 km da cidade.

Esperei atá depois de meio dia, porque não me agrada sair com o sol a pino, errando por estradas de terra com a luz branca  no topo, me deparando com cenas sem luz adequada para fotografar.

Não achei ninguém que conhecesse o tal distrito, todos os que perguntei disseram que esse era o nome do rio.

Desisti momentaneamente, fui procurar um outro… Luanda.

Peguei a estrada de terra na direção indicada, e fui.

Depois de passar por uma pequeno povoado, fiz menção de parar mas continuei avançando na estrada.

Quando cheguei a um fim de linha, perguntei oonde estava, Mirador.

Foi aí que fiquei sabendo que o tal povoado não era Luanda, mas sim Santa Rita. Luanda seria entrando por uma esquerda, que larguei após umas costelas no início da estrada.

Mas que haveria sim um caminho para Luanda, seguindo em frente, virando à direita após a baraúna, e não pegando a direita mais à frente. Depois de passar num povoado chamado Pocinho, seria só seguir em frente mais 6 KM.

O Pocinho é um pequeno grupo de casas no alto de uma serra, todas de pau a pique, ou taipa. Lá, ao parar para fotografar uma pedra de lavar roupa na beira do açude, encontrei Sebastião, que me pediu carona para a rua. Ele disse que, pela altura do sol, já estava tarde para ir para Luanda. Voltamos pelo mesmo caminho.

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