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No dia seguinte fui então procurar o tal Pajeú que só existia no mapa.

Peguei e estrada de asfalto em direção a Floresta para, segundo o mapa, depois de 20 KM, virar à direita e andar 8 KM de terra.

O nome Floresta ainda me assusta, dizem que lá os motoqueiros são proibidos de andar de capacete, por causa dos assassinatos. Por isto, comecei a achar a estrada muito sinistra, mas logo relaxei, vendo vários carros trafegando pela estrada.

Parei para fotografar um menino que transportava água com duas garrafas pet amarradas a um pau. O tio dele esclareceu o mistério. Não há nenhum distrito chamado Pajeú, há um povoado na beira do rio, mas ele se chama Serrinha. Está na beira de uma barragem enorme. O povoado antes era mais acima, na beira do rio também. Mas acabou sendo transferido quando a barragem foi contruída. O antigo povoado hoje está em ruínas, mas tem alguns moradores.

Fui em frente.

No entroncamento dei carona a três mulheres moradoras de um assentamento do MST. Fiz um bom retrato de uma delas. Adriana. Estou com falta de retratos femininos neste trabalho.

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