Abre hoje a exposição Paisagem Submersa na galeria Arlindo Daibert, no centro cultural Bernando Mascarenhas, e Juiz de Fora – MG.

Composta por 21 fotografias impressas em papel de fibra, um vídeo editado a partir de projeções que realizamos durante a distribuição de livros no Vale do Jequitinhonha e o próprio livro. As fotografias foram impressas na Holanda para a exposição na Noorderlicht Gallery, em 2009.

A exposição é parte do Festival Foto 11, promovido pela Prefeitura de Juiz de Fora, e vai até dia 11 de setembro.

A programação do evento pode ser vista no site da prefeitura

Faremos também uma palestra sobre o trabalho, na videoteca do centro, no sábado, dia 13 de agosto, às 16 horas.

Abaixo, texto da curadora Nina Mello sobre o projeto Paisagem Submersa:

“Em sua sabedoria tímida, a mineira Adélia Prado registrou no poema Exausto: “Quero o que antes da vida foi o sono profundo das espécies, a graça de um estado. Semente. Muito mais que raízes.”. Amparados pela poesia das imagens, João Castilho, Pedro David e Pedro Motta, ultrapassam as raízes para encontrar essa Paisagem Submersa. Contando uma história e investigando uma realidade, esses fotógrafos recorrem à narrativa imagética para alcançar algumas sementes de nossas Minas Gerais.

Na preservação de sentimentos extremamente frágeis, as imagens constroem tramas que conjugam perdas, mudanças, recomeço, lágrimas e susto, frutos da desconstrução de comunidades do vale do Jequitinhonha, no norte do estado, inundadas para a formação do lago da Usina Hidrelétrica de Irapé. O norte de Minas é percebido em sua essência por esses olhares, que tão bem souberam render-se a uma linguagem emocional.

Temos, então, uma rara oportunidade de contemplar nosso imaginário coletivo, através de cenas que resgatam um estado marcado pelo seu chão de terra batida e pelos seus trabalhadores de mãos calejadas. Soma-se, agora, Juiz de Fora, na vasta trajetória dessa mostra, que já percorreu grandes capitais brasileiras e cidades no exterior. Sendo assim, a cidade tem o prazer de conhecer um pouco das novas sementes: a fotografia contemporânea e a contemporaneidade desses fotógrafos.”

Nina Mello


Anúncios