Brasa, 2011 – uma das fotografias apresentadas na exposição

Abre día 22 de maio (2012) no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, a exposição coletiva de fotografia Segue-se Ver o que Quisesse.

Uma empreitada ambiciosa da Fundação Clóvis Salgado, com curadoria do suíço Joerg Bader, diretor da Maison de La Photographie de Geneve, com cerca de 42 artistas mineiros, ou que fizeram algum trabalho em Minas Gerais.

Participo com um recorte da série O Jardim, que terá individual na Fauna Galeria, em São Paulo no dia 31 de maio (ver próximo post).

Segue-se Ver o que Quisesse remarca uma volta da fotografia de autor em Minas Gerais, que não tinha uma coletiva na cidade desde 1982.

A exposição é parte dos frutos de uma intensa movimentação dos fotógrafos mineiros em torno do fechamento do Instituto Moreira Salles em Belo Horizonte, em 2010.

Esta movimentação acarretou na doação do espaço à Fundação Clóvis Salgado, com a posterior criação do Centro de Arte Contemporânea – CACF, e na criação do Fórum Mineiro de Fotografia Autoral, cuja atuação também tem bons frutos, como o aumento significativo no índice de aprovações de projetos de fotogrfia na Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte e na Semana de Fotografia, que em agosto próximo terá sua segunda edição.

A realização de Segue-se Ver o que Quisesse representa também uma tomada de consciência e posicionamento profissional dos artistas, uma vez que todos se uniram para escrever uma carta,  endereçada à presidência da Fundação, que condicionou sua participação à existência de um orçamento mínimo de produção, o que inicialmente havia sido negado.

Um passo firme em direção à profissionalização da arte em Minas Gerais.

 

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