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Nesta quinta feira, 31 de maio (de 2012), é a abertura da exposição O Jardim, na Fauna Galeria, em São Paulo.

O Jardim é uma série que realizo desde 2009 em dois bairros da região metropolitana de Belo Horizonte, onde moro desde então.

A observação cotidiana da expoansão da cidade além de seus limites e seus efeitos colaterais é a principal motivação para o trabalho.

Para a exposição na Fauna foram selecionadas 10 fotografias em dois formatos, 100×126 cm e 150 x 190 cm.

Lá também estará o texto Terra Vermelha, escrito pelo curador Alejandro Castellote para o livro O Jardim, que reúne 30 imagens realizadas entre 2009 e 2012.

O livro faz é um publicação da Fundação Cultural do Estado da Bahia, que concedeu à série o Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger, em 2011. Fiz de tudo para ter alguns exemplares na abertura desta quinta feira, mas ainda está em produção na gráfica Formato, em Belo Horizonte. Veremos se chega a tempo…

A exposição O Jardim fica em cartaz na Fauna até dia 28 de julho. De 28 de setembro a 28 de outubro estará no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM – BA), e a partir de 24 de novembro na Lemos de Sá Galeria de Arte, em Belo Horizonte.

Brasa, 2011 – uma das fotografias apresentadas na exposição

Abre día 22 de maio (2012) no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, a exposição coletiva de fotografia Segue-se Ver o que Quisesse.

Uma empreitada ambiciosa da Fundação Clóvis Salgado, com curadoria do suíço Joerg Bader, diretor da Maison de La Photographie de Geneve, com cerca de 42 artistas mineiros, ou que fizeram algum trabalho em Minas Gerais.

Participo com um recorte da série O Jardim, que terá individual na Fauna Galeria, em São Paulo no dia 31 de maio (ver próximo post).

Segue-se Ver o que Quisesse remarca uma volta da fotografia de autor em Minas Gerais, que não tinha uma coletiva na cidade desde 1982.

A exposição é parte dos frutos de uma intensa movimentação dos fotógrafos mineiros em torno do fechamento do Instituto Moreira Salles em Belo Horizonte, em 2010.

Esta movimentação acarretou na doação do espaço à Fundação Clóvis Salgado, com a posterior criação do Centro de Arte Contemporânea – CACF, e na criação do Fórum Mineiro de Fotografia Autoral, cuja atuação também tem bons frutos, como o aumento significativo no índice de aprovações de projetos de fotogrfia na Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte e na Semana de Fotografia, que em agosto próximo terá sua segunda edição.

A realização de Segue-se Ver o que Quisesse representa também uma tomada de consciência e posicionamento profissional dos artistas, uma vez que todos se uniram para escrever uma carta,  endereçada à presidência da Fundação, que condicionou sua participação à existência de um orçamento mínimo de produção, o que inicialmente havia sido negado.

Um passo firme em direção à profissionalização da arte em Minas Gerais.

 

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A segunda edição do festival Foto em Pauta Tiradentes vai começar.

A programação está incrível, exposições de Tiago Santana, Eustáquio Neves, Maurício Lima, uma coletiva com curadoria de João Castilho, da qual participo, várias palestras, e workshops. Ministro a oficina Fotografia de Busca, quinta e sexta (15e 16 de marçø), e ainda há vagas!

A programação off também está intensa, a casa da agência Nitro vai agitar o tempo todo, com exposições, bate papos e gandaias mil.

Mas o mais inusitado programado festival é uma exposição de fotografias em preto e branco, promovida por um grupo de gaúchos, que agora entraram numas de convidar alguns mineiros para embarcar com dois rolos de filme 120, preto e branco, tozzzco, chamado Shanghai, que eles arranjaram si lá onde…

Tive o prazer de ser convidado, pelo colega Fernando Schmitt, a experimentar o Shanghai. Corri atr´s de químicos e mandei minha foto…

Entre os participantes estão:

Anderson Astor, Andréa Graiz, Carlos Stein, Eduardo Aigner, Edy Kolts, Fábio Del Re, Fabrício Barreto, Fernando Schmitt, Guilherme Ko Freitag, Lucas Cuervo Moura, Marcelo Cúria, Paulo Backes, Ricardo Jaeger, Tamires Kopp, Ubirajara Machado e os fotógrafos convidados Ricardo “Kadão” Chaves, Raul Krebs, Leopoldo Plentz, Eneida Serrano, Eduardo Seidl, Luiz Abreu, Francilins Castilho Leal, João Marcos Rosa.

A exposição acontece de 14 a 18 de março de 2012, em uma casa à Rua DIreita, 136, Tiradentes.

Fotografia da serie Última Morada, um dos trabalhos comentados na oficina Fotografia de Busca

Vou ministrar minha oficina Fotografia de Busca no II Foto em Pauta Tiradentes.

O festival acontece entre 14 e 18 de março de 2012.

Esta será a quarta vez que farei esta oficina. As outras foram no Sesc Belenzinho, em SP, no Setembro Fotográfico, em João Pessoa – PB, e no Festival Hercules Florence, em Campinas, todas em 2011.

A oficina acontece da seguinte maneira:
Divido-a em três partes:
Começo falando do meu trabalho e mostrando cada uma de minhas séries. Falo de minhas motivações para realizá-las,
de como cheguei a estes resultados, e como resolvi as montagens das que já foram expostas.
Durante esta fala os participantes são convidados a intervir, perguntar o que tiverem vontade e tecerem comentários.
A segunda parte é uma visita a trabalhos que me interessam, que me influenciam e que de alguma forma tem a ver com meus trabalhos.
Projeção de fotografias de autores importantes da fotografia expressiva, como Larry Clark, Miguel Rio Branco, Joel Meyerowitz, Robert Frank, Joseph Koudelka, com comentários e intervenções dos participantes…
A terceira parte é aberta para os participantes mostrarem seus trabalhos, falarem sobre, e ouviram cmentários meus, sempre com uma visão crítica construtiva, e dos outros participantes.
A segunda e a terceira acabam se misturando. Mostro um trabalho, chamo os participantes a mostrar, depois mostro outro, e assim vai.
O ritmo depende bastante do volume de trabalho que os participantes trazem.
Me interessa conduzir a atividade da forma mais livre e solta possível.

As inscrições estão abertas, e mais informações podem ser encontradas no link dedicado no site do festival:

http://www.fotoempauta.com.br/festival2012/fotografia-de-busca-pedro-david/

Adianto alguns detalhes:

Data/Horário: 16/03 (sexta-feira) – 10/13h e 14/18h
17/03 (Sábado) – 10/13h e 14/18h

Carga horária:  16 horas

Pré-requisitos: Interesse na produção de fotografia como obra de arte.

Número de vagas: 20

Investimento: R$ 400,00

 

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Depois de dois anos de atraso, sai a exposição com a conclusão das bolsas concedidas pelo 47 Salão de Artes Plásticas de Pernambuco.

Recebi uma bolsa de residência artística no sertão de Pernambuco em 2008 através do Salão, e então desenvolvi as séries Homem Pedra e Impureza.

Nesta terça feira, dia 29 de novembro, no Museu do Estado de Pernambuco, abre a exposição com os resultados de parte dos bolsistas do Salão, os que foram orientados por Luiz Camillo Osório (meu caso), e Luisa Duarte no dia 7 de dezembro, no Mamam, abre outra exposição, com os orientados por Maria do Carmo Nino e Ricardo Basbaum.

Preparei para esta exposição uma nova edição do Homem Pedra, de apenas 5 fotografias, uma delas inédita, a Fonte. Além das 5, outras 4 da série Impureza, que ainda não foi mostrada.

A vídeo instalação Birutas ganhou nova montagem, com uma mesa redonda, e pedras  espalhadas sobre o tampo.

Abre hoje no Mis – SP a exposição O Espaço que Guardamos em Nós.

São duas individuais, um recorte de minha série Aluga-se, de 2008, e o resultado do projeto Morar, do coletivo Garapa.

A exposição é realizada pela Galeria Da Rua, e tem curadoria de Isabel Amado.

Isabel teve a ideia de aproximar os dois trabalhos, que são visões distintas sobre a questão da moradia hoje.

Georgia Quintas esceveu belos textos para cada um dos trabalhos, copio no final do post,  o texto que fez para Aluga-se, e abaixo, o que fez para a exposição:

O espaço que guardamos em nós

Ocupar espaços é inexoravelmente transitar por um tempo que será o futuro da nossa memória. Difícil desprender-se de histórias e lugares. Narramos de distintas maneiras as nossas passagens por espaços que habitamos. Somos recorrentemente envolvidos pela sensação de pertencer a algum território, a um lugar que nos acolhe (ou seria que acolhemos?). A casa, a moradia e o habitar passam a ser experiências revestidas de sensações. Vivemos em lugares nos quais vamos acoplando partes de nós. Por isso, talvez, termos a desconfiança de que os lugares possuem alma.

Na experiência de morar, os cantos são braços, a sala epígrafe de afetos, os quartos gavetas repletas de devaneios. Há poesia nos cantos, há poesia nas lembranças que construímos ao viver neles. Fazemos do ato de habitar a criação de paisagens íntimas e afetivas. No fundo, os espaços e as pessoas compõem um só corpo e muitos significados. Uma espécie de transbordamento de sentidos e recordações.

Em O espaço que guardamos em nós, estas questões são trazidas à tona. Afinal, passamos a habitar imagens através da fluidez da memória, do arquivamento do tempo que retém algumas realidades e umas tantas ficções. Nesse gesto de apreender quem fomos e somos, guardamos fragmentos turvos, alegorias do passado e sensações firmes do agora. Através da fotografia, os lugares se tornam possibilidade subjetiva e documento compartilhado.

Em Aluga-se, a poética sutil e luminosa do fotógrafo Pedro David, apresenta apartamentos desabitados, vazios, na iminência que alguém restaure o seu sentido. Embora sem elementos referenciais, sem as singularidades de um “inquilino”, é nessa ausência, no silêncio, que projetamos nossas memórias e fantasias. Já em Morar, do Coletivo Garapa, a investigação imagética é volumosa, híbrida em sua linguagem e antropológica em torno de questões sobre a existência e o desaparecimento de edifícios na paisagem urbana. Por consequência, do fluxo da memória de centenas de famílias que viviam naqueles mundos. Morar nos coloca diante da problemática e das fragilidades da moradia urbana. Um exercício de catalogação de desterro pungente.

Temos portanto, nesta exposição, dois modos de contemplar territórios privados com a mesma intensidade que nos apegamos a um lugar que desejamos sempre voltar. A fotografia é irredutível quando nos amplia olhares e sentimentos, mas é ainda mais indefectível quando faz da nossa imaginação a porta para a compreensão de nós mesmos com nossos espaços. Como diria o filósofo Gaston Bachelard (1884-1962), “as casas para sempre perdidas vivem em nós! Em nós elas insistem para reviver, como se esperassem de nós um suplemento de ser”. 

Georgia Quintas


Catálogo do Salão de Abril, Fortaleza - 2009

A série Aluga-se já foi exposta no Salão Victor Meirelles, em Florianópolis, em 2008, no Salão de Abril, em Fortaleza, em 2009, na coletiva Crônicas Urbanas, promovida pelo Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, no Museu da UFPA, em Belém, em 2011.

Instalação de Aluga-se no Museu da UFPA - Belém - 2011

Para O Espaço que Guardamos em Nós, Isabel propôs um recorte na série, de 7 das 14 fotografias. O site da Galeria da Rua mostra as 7 participantes da exposição, o meu site mostra as 14 integrantes da série.

Manchas no espírito

A fotografia nos coloca em seu justo simbolismo quando desvela a potencialidade da estética em sinergia com a poética. Paradoxalmente, sejam espaços vazios, inanimados, anônimos, destituídos de significado imediato, nossa imaginação se apega aos vestígios de nossa memória.

Em Aluga-se, o fotógrafo mineiro Pedro David, extraiu da simplicidade plástica, o enlevo dos sonhos, do prazer de olhar e de se perder por recantos oblíquos da memória. A suavidade da beleza cromática desses apartamentos protagoniza – mais do que um discurso – um fenômeno. Aluga-se emana certa fruição pelo visível que provoca a percepção atingindo a sensibilidade, o encanto, a contemplação e os sentidos.

Ele entrou nos apartamentos como um errante. Em cada espaço, vagou ao encontro de “manchas luminosas”. Teria que escolher um lar para morar. No vazio, seu olhar colou nas paredes, nos cantos. Sentiu atmosferas pela luminosidade. E na ausência de referências típicas de um lar, fez das cores o vislumbramento de lugares que imaginamos para viver.

Por átimos, desconfiamos das luminosidades capturadas por Pedro David, como sendo particulares, confessionais, lembranças de lugares nos quais moramos outrora e que fazem parte da nossa história. Como num sonho turvo, poderíamos divagar… Talvez, sejamos um extrato de imagens que trazemos em nós. Aluga-se lança-nos à uma possível reserva de sensações, a percursos espectrais pelo nosso espírito.

Georgia Quintas

Vista parcial da exposição no MiS - SP

Chegada do Homem Pedra (enrolado) ao Centro Cultural São Francisco

Fui convidado pelo amigo fotógrafo, e agora curador, Gustavo Moura, a participar do primeiro festival Setembro Fotográfico, em João Pessoa, Paraíba.

Ofereci a exposição Homem Pedra, que, até então não havia sido mostrada no nordeste, sua terra natal.

Além da exposição, ministrei a segunda versão da oficina Fotografia de Busca.

Gustavo separou para mim um espaço privilegiado: uma grande sala ao lado da sacristia da Igreja de São Francisco de Assis, uma das primeiras igrejas a serem construídas no país (1589), que hoje é um centro cultural que abriga, além da igreja, uma coleção de arte popular muito rica, cheia de peças do Vale do Jequitinhonha, entre muitas outras.

Não levei o material para a instalação que acompanha a exposição: projetor (o meu pifou), mesa de madeira, Pedra, e escultura humanóide.

Mas, por passes de mágica, encontramos tudo por lá…

Panorâmica (360º) da exposição

A exposição fica em cartaz de 24 de setembro a 20 de outubro.

 

 

 

 

 

 

 

Capela do Ex Teresa Arte Actual

04 a 18 de setembro de 2011

Foto Septiembre – Centro de la Imagen

 

VIsta da entrada da capela

As duas telas e um dos nichos, com uma foto de satélite da área inundada

 

Panorâmica da exposição

 

Vista posterior da capela